Maranhão é a nova fronteira para geração de energia no País

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Quinze trilhões de pés cúbicos de gás natural. Este é o montante da reserva descoberta pelas OGX e MPX, empresas de energia do grupo EBX, na Bacia do Parnaíba, no Maranhão. Corresponde a meia reserva da Bolívia.

O empresário Eike Batista estava bastante eufórico. "Viva o Brasil. Viva a inteligência brasileira", disse Batista. "Devido à sua relevância, informei pessoalmente ao presidente Lula". A empresa tem área de 21 mil quilômetros quadrados com sete blocos a serem explorados.

O tamanho da reserva é tal que as iniciais cinco prospecções foram ampliadas para 20, no mínimo. A exploração do gás deve necessitar de US$ 400 milhões, de acordo com a OGX. "A companhia tem US$ 3,4 bilhões em caixa e não precisamos de ninguém", afirmou Batista.

A MPX informou que pretende dobrar a capacidade da usina termelétrica projetada para a região, antes orçada em US$ 1,4 bilhão e geração de 1.863 megawatts. Depois do anúncio sobre a descoberta, as ações de todas as empresas do grupo EBX listadas na BM&F Bovespa subiram. Eike Batista aproveitou a ocasião para negar informações de que os ativos da MMX estariam à venda.

Na semana passada, o presidente da ArcelorMittal Serra Azul, Sebastião Costa Filho, havia garantido que a divisão brasileira do grupo controlado pelo magnata indiano Lakshmi Mittal estaria negociando a aquisição.

Ao contrário da década passada, quando tinha muita demanda, a Petrobras hoje tem excesso de gás natural. Quer, assim, adicionar valor agregado a ele. Pretende investir R$ 11,2 bilhões em quatro fábricas de matéria prima para fertilizantes.

Em Assembleia Geral Extraordinária, foram aprovados os termos da operação para angariar recursos a fim de que a estatal explore os campos do pré-sal. A capitalização envolverá também os minoritários e o governo, com a cessão onerosa de direitos exploratórios de 5 bilhões de barris. A estatal prevê levantar entre US$ 60 bilhões e US$ 100 bilhões.

Fonte: Brasil Econômico